A um tempo estava sem motivação, quer dizer, pouca motivação. Estudava pouco e sempre ficava com a sensação que podia ter dado muito mais. Isso não era o suficente.
Se eu poderia ter feito mais porque não fiz? As vezes na vida de nós temos um objetivo, mas nossa motivação não é suficiente para realizar determinado objetivo. Mas uma rápida observação sobre o que podemos ganhar com tudo aquilo, visualizando o futuro, quando nós conseguirmos aquilo, logo nos da uma vontade de (re)começar a trilhar nosso caminho para conseguir aquilo. Mas logo caímos novamente. Porque caímos? Porque não temos motivação o suficiente. Tem pessoas que já nascem auto-motivadas, agora tem pessoas que não. Só por isso você vai aceitar isso? Só querer mudar. É primeiro passo, a conscientização. Logo depois vem a ação, é com essa que vamos alcançar a verdadeira motivação, é fazendo, botando a mão na massa. Quando estou discutindo de vez em quando em sala de aula, sobre determinados assuntos eu me empolgo, porque estamos debatendo, estou fazendo aquilo que eu gosto. Eu não gosto de horários rigídos, de rotina, de bater ponto, de ser empregado. Detesto, estou tentando trilhar um caminho para que eu não siga como todos, desesperados por dinheiro. Quero que o dinheiro trabalhe para mim.
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| Vai encarar? |
Muitos de nós passamos a vida vagando, procurando algo. Mas não encontramos. Isso é porque essa pessoa não arriscou saiu da sua zona de conforto. As vezes na vida temos que fazer coisas mesmo sentindo o maior pavor. Eu era paraquedista militar e no meu primeiro salto de paraquedas fiquei tremendo de mais, minhas pernas não obedeciam, a respiração parecia que não saia, olhos bem abertos, olhava para meus amigos cantarolando tentando afastar o nervosismo. Derrepente, 1º Equipe, LEVANTAR( Droga, eu sou da primeira equipe, nunca andei de avião e já tenho que sair pulando dele)ENGANCHAR, VERIFICAR EQUIPAMENTO, CONTAR!!! Quatro pronto, três pronto, dois pronto, um pronto. Olhava no olho do mestre de salto (instrutor) e esperava o próximo comando. JÁ! Um segundo parecia que era a eternidade, derrepente aquela rampa, que se tornou tão grande, nem tinha percebido. Em um primeiro momento pensei em desistir, era muito medo. Meu corpo não aceitava comandos do cérebro para andar em direção a rampa. Mas pensei, digo, agi. Se pensasse deixaria minha mente me auto-sabotar. E derrpente uma mistura incrível de sentimos. E os sentimentos amargos ficavam todos no avião. Só estava eu o barulho do vento sobre o meu corpo e o silêncio das alturas. Ouvia de vez em quando alguns berros de comemoração dos meus amigos. Mas aquilo era único. Porque eu decidi fazer aquilo, decidi dar um passo, decidi me arriscar a morrer, a ficar parado e observar meus amigos se divertindo.



